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Macumba chinesa


Nestes últimos meses este editor pode não ter publicado nada por aqui, mas isso não quer dizer que ele tenha parado de assitir filmes. De tempos em tempos é comum aos cinéfilos experimentarem um estranho fenômeno de fixação por um gênero, tema, ator, diretor, ou qualquer coisa que o valha. No meu caso a obsessão da vez são os filmes de terror Made in Hong Kong. De uma coleção medíocre de apenas alguns poucos filmes, passamos a quase 50 exemplares do que a terra da pólvora e do camarada Mao tem a oferecer de mais chocante, repugnante e assustador em termos cinematográficos.

Um desses exemplares destacou-se por... bem, na falta de palavras mais eruditas, digamos que ele se destacou por ser um filme muito, muito louco. Sem título em português, esta maravilha sobrenatural atende pelo título Boxer's Omen (1983) em inglês. Ou simplesmente Mo na língua pátria.

O filme segue uma receita muito familiar aos iniciados no conceito de macumba oriental: alguém sacaneia alguém e leva uma praga no meio da cabeça. Aí o alguém amaldiçoado tem que procurar ajuda espiritual para quebrar a maldição e derrotar o mal. Mas na verdade esse não é o plot de praticamente todo e qualquer filme de kung-fu? Neste caso não é diferente. Um lutador de muay thai é amaldiçoado e vai procurar ajuda para livrar-se do encosto. Ele vai parar em um mosteiro na Tailândia e descobre um monge - já morto - que teria sido seu irmão gêmeo em uma vida passada. Então, derrotar o feitiço não serviria só a ele, mas quebraria uma cadeia maldita que se arrasta desde outras vidas e condena tanto o boxeador como o monge a existências amaldiçoadas. Pesado, não? Calma... a coisa piora.

Porrada! Porrada! Lutadores levam rixa para fora do ringue, direto para o além! E eu cheguei a mencionar que Bolo Yeung está no filme?

E quando você pensa "Opa! O herói vai lá e vai arrebentar!", toma-se um capote moral e o espectador se vê de boca aberta diante do duelo sobrenatural mais espetacular já filmado.

Em primeiro lugar, nosso herói constata que seus conhecimentos práticos de luta não servem para combater um inimigo das terras de Kardec. Antes de qualquer coisa ele deve ser iniciado. Em uma das cenas mais bonitas e intrigantes do filme, o protagonista eleva seu espírito a partir de um ritual fantástico que envolve muitos monges, um vaso e raios. Ainda que minha experiência cinematográfica esteja muito abaixo da de outros amigos blogueiros, arrisco dizer que esta cena só encontra paralelos nos filmes El Topo e A Montanha Sagrada, ambos de Alejandro Jodorowsky.

Os passos da iniciação: muitos monges em volta de um vaso com o candidato dentro. Em seguida o monge se ilumina com as palavras de Buda, literalmente inscritas em seu corpo e alma.

Iniciado, o lutador-monge parte para a porrada espiritual. Se alguém achou que o combate mental de Jet Li com Donnie Yen em Herói era algo extremamente inovador, prepare-se. O duelo pode ser no limbo, mas tem consequências terríveis no plano físico.

Mas acontece que a produção dedica-se de corpo e alma (sem trocadilho) à batalha entre o bem e o mal, de tal modo que descrever aqui não chega a arranhar a superfície ectoplásmica do evento. O que se pode fazer é contar, de maneira pontual, alguns dos melhores momentos (praticamente todos) deste evento inacreditável. Um desses momentos se dá quando o mago maligno resolve conjurar morcegos do além. Muppets descarados, partem para azucrinar a alma do monge, que acaba por derretê-los. Em outro momento uma espécie de alien é criado a partir de uma meleca verde que parece saída das entranhas de um equino com disfunção intestinal. Por acaso o alienígena (verde) constitui-se apenas de cabeça e muitos tentáculos ameaçadores. E por aí vai. A cada pancada que o monge do mal leva, ele prepara algo mais mirabolante. Não adianta, é ver para crer.

ET phone hell!

Mas a cena teste para os estômagos bravios vem logo adiante. O mago do mal chama alguns assistentes de maldade para evocar uma entidade maligna. O problema é que o ritual para a evocação envolve mastigar alimentos nojentos e devolvê-los para que o próximo da fila possa fazer o mesmo. E a câmera não poupa detalhes. Não assista isso de forma alguma com o estômago cheio, ou ele ficará vazio antes da cena terminar.

A entidade evocada a partir do vômito alheio. E ela ainda é capaz de materializar um jacaré assassino gigante, vejam só!

Ao final, constatamos que este seja um filme extremamente difícil de descrever (como A Montanha Sagrada) devido às inacreditáveis composições, cenários e debiloidices dos roteiristas. Mas no final filmes existem para serem vistos, não descritos. E este, honrando a tradição dos "filmes para ficar de boca aberta", merece ser visto, revisto e apresentado aos amigos. Considere então este post como uma mera, mas enfática, recomendação para assisti-lo. E aproveite para anotar tudo o que se faz no filme. Vai que você acabe amaldiçoado por um chinês. E como deu para ver no filme, macumba de encruzilhada é fichinha perto do que esses caras fazem.

E para coroar, vá atrás de outras pérolas asiáticas do mesmo calibre:

Bewitched (1981): Basicamente a mesma história, mas sem lutadores e sutilezas. Aqui o objetivo é o gore e as cenas de nudez. Ainda que inferior a Boxer's Omen, forma com ele um belíssimo par.

Centipede Horror (1984): Magia negra com cenas repugnantes envolvendo artrópodes, insetos, aracnídeos e orifícios no corpo humano. Somente para os bravos.

Black Magic (1975): Uma versão mais light de Boxer's Omen. Toma mais fôlego a partir da última meia hora, mas não decepciona.

Possessed (1983): Basicamente uma versão mais hardcore de Poltergeist. Ou seja, we got a winner!



Escrito por Tauffenbach às 17h26
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Ao infinito e mais além!

36 anos separam a primeira aparição da nave Yamato e sua tão aguardada adaptação live-action para o cinema. Nesse espaço de tempo as aventuras da nave renderam três temporadas televisivas e seis longas. Cada lançamento, principalmente os últimos, sempre acompanhava o boato de uma possível adaptação live-action da animação. Como todos sabemos, essa só vingaria na virada da primeira para a segunda década do século XXI. E no dia 1º de dezembro de 2010, Yamato finalmente levantaria vôo nas telas de cinema em uma adaptação que este editor considerou minimamente fantástica, levando nada menos que quase 800 mil japoneses aos cinemas apenas em sua semana de estréia.

A história do filme repete a da primeira temporada da animação, com a Terra à beira da extinção por causa da radiação causada pelas bombas lançadas pela civilização alienígena dos Gamilus. E então entra em cena a Yamato e sua tripulação com a missão de irem até o planeta Iscandar para buscar um aparato que pode limpar a Terra e salvar a humanidade. E já que a história é praticamente a mesma, convém então nos concentrarmos nas diferenças entre a animação e esta nova versão.

Antes de qualquer coisa, vamos aos pontos fracos. Como condensar, em pouco mais de duas horas, uma história que originalmente somava mais de oito horas? É claro que a missão torna-se praticamente impossível sem alguns cortes até mesmo em trechos essenciais e com o roteiro correndo em velocidade de dobra espacial. Por conta disso, a primeira meia hora do filme pode ser meio confusa para quem não está familiarizado com a história. Toda informação é passada rapidamente e se o espectador piscar pode perder algumas informações importantes para a compreensão da história. Não por acaso, o filme utiliza uma narração em off para ajudar o espectador a se situar, o que em outros filmes poderia ser ridículo e dispensável. Mas vale lembrar que na série animada existia uma narração em off que abria e encerrava os episódios. Nesse caso, vira até saudosismo.

Da esquerda para a direita, os personagens Kodai, Yuki Mori (a única mulher da tripulação na animação) e o Capitão Okita. Abaixo suas respectivas atualizações no filme.

E agora os pontos fortes: todo o resto. Do fundo do meu coração digo que, como muitos fãs da série, a expectativa era imensa. Que diga o diretor Takashi Yamazaki, fã da animação original e muito conhecido como diretor de animes e da ficção Juvenile. Yamazaki, ao contrário dos diretores americanos, realmente sabe o que é agradar a um fã. Se esta fosse uma produção americana, o filme seria recheado de piadinhas idiotas nos momentos mais impróprios. Yamato não tem nenhuma piadinha sequer. Nada. Só isso mostra que Yamazaki estava levando o projeto a sério. Consequentemente carregou na carga dramática, incluindo algumas cenas moralmente indigestas, mas em perfeito acordo com a história. Oras, Patrulha Estelar era um drama, acima de tudo!

O filme também mostra sabedoria na transposição dos personagens e do visual setentista para uma produção do século XXI. O simpático robô Analyzer da série original agora é uma espécie de iPhone, com direito à voz original do personagem, interpretado desde sempre por Kenichi Ogata. E os mais saudosistas podem aguardar uma transformação surpreendente do robô já no final do filme, que os fará saltar da cadeira e derrubar pipoca para todos os lados. Já o interior da nave ganhou ares mais condizentes com uma embarcação adaptada para viagens espaciais. Mais sóbria, perdeu o colorido dos anos 70 para dar lugar a tons metálicos navais. Seu exterior mudou praticamente nada, provando aquilo que todo fã já sabia: que o design da nave já estava muito à frente de seu tempo, e provavelmente será assim por muitos anos no futuro. E falando em estar à frente, o compositor Naoki Sato foi extremamente sábio em compor a trilha sonora baseado na antológica trilha original, mantendo os temas principais quase que inalterados.

A Yamato sai da Terra para sua missão. E o design da nave permanece universal.

Outra mudança notável refere-se aos personagens alienígenas. Temos que concordar que homens pintados de azul com uniformes militares que lembram os nazistas não iriam convencer a platéia contemporânea. Ou talvez convencessem, mas não sem remeter – voluntariamente ou não – a personagens de Guerra nas Estrelas ou Jornada nas Estrelas. A solução foi transformá-los em uma raça fisicamente e mentalmente mais avançada; uma mente universal partilhada por indivíduos virtualmente imortais que habitam corpos físicos primitivos, mas capazes de se manifestar sob outras formas. Incluindo manifestar-se em corpos humanos. Admito que não pude deixar de pensar que a moda cinematográfica espírita tinha colado até no Japão. Mas a Yamato não é o Nosso Lar, e questões metafísicas fazem parte da filosofia nipônica desde que essa civilização existe. Na opinião deste blog, os responsáveis pelo filme não poderiam ter encontrado solução melhor. Mesmo assim os fãs são brindados por aparições sobrenaturais do maligno Dessler e Starsha (aqui chamada de Iscandar), mais uma vez com as vozes originais da série animada!

O vilão Dessler se manifesta como uma entidade de cristal azul.

Ao final, vale ainda falar dos efeitos digitais. O orçamento ridículo de 23 milhões de dólares (troco de padaria para os padrões americanos) foi direcionado em grande parte para os efeitos visuais. Mesmo sendo fã de Star Wars, sou obrigado a admitir que algumas cenas de batalha superam a Disneylândia visual de George Lucas. Não esperem, claro, que o nível dos efeitos esteja no mesmo pé de Avatar ou qualquer rascunho feito pela ILM. Em algumas cenas – pouquíssimas – a renderização deixa um pouco a desejar. Mas, ei! Com um filme com uma história bacana, bons atores, boa direção e, principalmente, respeito à obra original e aos espectadores, não é por causa disso que você vai desmerecer o filme, não é?

Então fica a dica: Patrulha Estelar – O Filme é uma das melhores, mais divertidas e respeitosas adaptações de todos os tempos! Prepare a pipoca, compre aquele bujão de 3 litros de refrigerante e chame todos os seus amigos legais para compartilhar essa fantástica experiência! E se você ainda não se convenceu, veja o trailer e dê uma chance a este novo clássico.



Escrito por Tauffenbach às 23h43
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Ao infinito e além

Como toda criança mais ou menos normal, fui educado pela minha babá eletrônica nas mais diversas artes animadas. Não e o caso aqui lembrar de cada um dos meus desenhos favoritos da Hanna-Barbera, King Features e afins, mesmo porque precisaria de um novo blog só para isso. Mas em meio a tantos favoritos, existiram aqueles que se tornaram minhas novelas; aqueles desenhos que eu não perdia por nada no mundo. Um deles era a versão japonesa de Pinóquio. Outro, também nipônico, não só era um dos meus favoritos como me influenciaria para o resto da vida. Este era Uchuu Senkan Yamato, ou Star Blazers em inglês, ou simplesmente Patrulha Estelar em português.

A animação foi exibida na Rede Manchete lá pelos idos de 1983 ou algo parecido, embora sua primeira temporada seja de 1974. No total a série gerou três temporadas e seis longas de animação. Por razões desconhecidas até mesmo pelos fãs, a Manchete passou a exibir Patrulha Estelar a partir de sua segunda temporada e muitos fãs estão até hoje sem saber de onde surgiu a nave Yamato. Mas graças às maravilhas do compartilhamento digital o editor deste blog pode, finalmente, assistir na íntegra a primeira temporada desta espetacular série de animação e comprovar sua inegável qualidade, além de atestar alguns importantes aspectos poéticos que passaram despercebidos durante minha infância televisiva. Mas antes de começar devo dizer que não vou me estender em dados técnicos e cronológicos. Tudo isso pode ser encontrado na Wikipedia e outros bons sites de animes na rede.

A história começa com a Terra à beira da devastação total. Já sem vida em sua superfície, os pobres terráqueos são obrigados a se refugiarem nos subterrâneos (alguém falou Matrix?). Tudo isso por causa dos terríveis Gamilus, uma raça alienígena que quer tomar posse do planeta e que frequentemente o bombardeia com asteróides radioativos. Mas uma mensagem do planeta Iscandar traz uma nova esperança. Esta civilização avançada dispõe de um artefato chamado de Cosmo Cleaner, capaz de eliminar toda a radiação da Terra e restaurar a vida em sua superfície. Tudo o que precisamos fazer é ir até Iscandar e retirar o dispositivo gratuitamente. O problema é que Iscandar encontra-se na Grande Nuvem de Magalhães, a 160 mil anos-luz da Terra. Para realizar a viagem, o povo de Iscandar manda instruções para a construção de um mecanismo capaz de fazer uma nave viajar além da velocidade da luz. E é aí que a história realmente começa. A nave escolhida para realizar esta missão quase impossível é a famosa embarcação Yamato, a temível máquina de guerra japonesa que foi afundada pelos aliados em 1945. Totalmente reformado e adaptado, Yamato se transforma em uma poderosíssima nave espacial responsável pela maior missão de toda a História: salvar a humanidade da extinção completa. A tripulação terá apenas um ano para ir a Iscandar e retornar com o Cosmo Cleaner, enfrentando todos os perigos que o Universo desconhecido e os impiedosos Gamilus podem oferecer.

Yamato aguarda sua ressurreição no meio do deserto que um dia fora o fundo do mar.

Visivelmente baseado em Jornada nas Estrelas, Patrulha Estelar é, antes de uma ótima ficção científica, um drama violentíssimo. É um conto de bravura e otimismo, que tenta expor, por meio dos personagens, tudo o que há de mais nobre na alma humana. Estas são as razões que me fizeram olhar mais atentamente para as entrelinhas da animação. Antes de mais nada temos uma das maiores máquinas de guerra já criadas pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial – portanto aliada dos nazistas – ser transformada na única nave capaz de salvar toda a humanidade. Depois de destruída pelos aliados e condenada a um túmulo submarino, séculos mais tarde a nave retorna triunfante para a superfície e daí para o espaço, para iniciar sua jornada rumo ao desconhecido. Os Gamilus por sua vez são apresentados como uma sociedade militarizada e cruel. Seus uniformes lembram muito as vestes nazistas e alguns vilões possuem nomes como Dessler, Hiss, Gantz, Shultz e Van Devil. Aliás, Dessler, o líder dos Gamilus, é loiro. Tirando a pele azul característica dos Gamilus, qualquer um poderia dizer que se trata de alguma civilização oriunda da Europa Central.

Da esquerda para a direita: Okita, capitão do Yamato; o piloto Kodai, herói da história, e o maligno Dessler, líder dos Gamilus. Os japoneses transformam a história e combatem nazistas interplanetários.

Com tantas referências à Segunda Guerra Mundial é impossível não refletir sobre a sugestão de uma revisão histórica por parte dos japoneses. O Japão sofreu com a radiação oriunda de duas bombas nucleares. Agora a Terra inteira sente seus efeitos devastadores. Uma de suas maiores armas de guerra, antes a serviço das forças do Eixo, agora se coloca a serviço de toda a humanidade. E os vilões são, obviamente, entusiastas da estética e da filosofia nazista, mesmo sendo alienígenas. Se considerarmos todos esses fatores, podemos ver Patrulha Estelar como uma retratação poética ao mundo por sua posição durante a Segunda Guerra. Não só um grande pedido de desculpas, mas uma reparação por todo o possível mal causado por esta nação naqueles anos terríveis. E se este editor não estiver indo longe demais, isso mais uma vez ajuda a comprovar a tese de que a arte realmente tem um poder redentor. Para todo mundo. É só experimentar assistir alguns episódios da série para comprovar isso. É impossível não se sentir minimamente mais nobre e altruísta após os créditos finais.

E não dá para terminar este post sem o vídeo com a espetacular abertura da animação, acompanhada da épica música composta pelo experiente maestro Hiroshi Miyagawa, falecido em 2006. Desafio qualquer leitor a não sair cantarolando a música depois de ver o vídeo.

E no próximo post: Cine Demência assistiu Space Battleship Yamato, a versão live-action da série animada que estreou no final do ano passado no Japão, e conta aos leitores sua impressão. Aguardem!



Escrito por Tauffenbach às 15h18
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   Let's go to the movies!

Dobradinha à espanhola

Nesta quarta, dia 6 de julho, a Sessão do Comodoro apresenta um banquete para os apreciadores das iguarias cinematográficas da terra de Cervantes. De entrada será servido o intrigante curta Alicia, do já consagrado diretor Jaume Balagueró. Aqui veremos a jovem Alicia em uma viagem de descoberta de sua própria identidade a partir do despertar de sua sexualidade. E como prato principal o anteriormente prometido - e igualmente aguardado - Carl Gustav Jung, de Salomón Shang. O documentário recupera uma rara entrevista de Carl Gustav Jung, considerada perdida por muitos anos, concedida durante sua passagem pelos EUA nos anos 50. Ao longo da entrevista Jung fala de sua vida, sua relação com Freud e, principalmente, os conceitos que regem suas teorias. Um material raríssimo e essencial trazido à luz pela primeira vez em mais de meio século de obscuridade e, por isso mesmo, obrigatório para qualquer um que tenha interesses mínimos em compreender os mistérios da alma humana.

Para mais informações não deixe de conferir o blog de Carlos Reichenbach.

E como é sempre bom repetir, a Sessão do Comodoro começa às 21h30 e é totalmente grátis. Os ingressos podem ser retirados na bilheteria a partir das 21h.

Esperamos todos lá!

Sessão do Comodoro

Quando: quarta, dia 6 de julho, às 21h30

Onde: CineSESC - Rua Augusta, 2075

Quanto: GRÁTIS!



Escrito por Tauffenbach às 00h19
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Bem vindo a Tromaville!

São Paulo se prepara para converter-se na meca dos tipos mais bizarros, grotescos e dementes que já se viu na face da terra. Ao menos por uma semana. A produtora Black Vomit, em parceria com a Prefeitura de São Paulo homenageará a maior produtora independente do mundo com uma mostra imperdível e a ilustre visita de seu mentor, Lloyd Kaufman, em carne e osso! A partir do dia 31 de maio os cinéfilos apreciadores das mais finas iguarias cinematográficas do planeta podem deleitar-se no Cine Olido com uma programação de 10 filmes que mostram porque a Troma é a maior e melhor produtora independente que existe. E ainda temos, no dia 4 de junho, o já clássico masterclass Make Your Own Damn Movie, ministrado pelo próprio Lloyd Kaufman. As inscrições já estão esgotadas, mas vale aqui destacar a nobre atitude da Black Vomit de cancelar o primeiro coffee-break para a inclusão de mais 35 participantes no evento. Em tempos de segregação maquiada de adjetivos como "VIP", "Premium", "Gold", "Exclusive", a produtora se mostra extremamente generosa e honesta ao priorizar o coletivo. Aos organizadores, o Cine Demência dá os parabéns pelo evento e pela atitude.

Para ver a programação completa do evento, clique aqui. Abaixo, você confere uma mensagem exclusiva de Lloyd Kaufman aos fãs brasileiros:

 

E mais!

E que tal completar a mostra da Troma com a Sessão do Comodoro no dia 1º de junho? Mais uma vez Carlos Reichenbach brinda os cinéfilos com uma obra do mestre da sacanagem erudita e do zoom mais rápido do planeta, Jesus Franco. O filme escolhido para esta sessão é Eugenie e o Caminho da Perversão, de 1970, estrelado pela belíssima Marie Liljedahl (de Inga)e o nosso herói de todos os tempos, Christopher Lee. Muita gente defende este filme como um dos maiores trabalhos de Jess Franco, e o editor deste blog concorda plenamente. Mas o editor deste blog também é suspeito para falar alguma coisa sobre Jess Franco, já que até as maiores porcarias do diretor são apreciadas por ele. Assim sendo, caro leitor, recomendo que apareça nesta Sessão do Comodoro e tire suas próprias conclusões.

Para quem ainda não sabe (será que existe alguém que ainda não saiba disso?), a Sessão do Comodoro acontece no CineSESC, às 21h30, e é de graça! É só aparecer lá e retirar os ingressos com meia-horade antecedência. O CineSESC fica na Rua Augusta, 2075. Para mais informações, não deixe de conferir o blog Olhos Livres de Carlos Reichenbach!



Escrito por Tauffenbach às 16h43
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Cinema da pesada

Não é "A Mosca" o filme a ser exibido na próxima Sessão do Comodoro. Mas foi assim que Seth Brundle ficou depois de ver o filme.

Nada a ver com dietas, mas a Sessão do Comodoro desta quarta, dia 4 de maio apresentará um filme surpresa da pesada. Tudo o que se pode dizer é que a sessão definitivamente não é recomendada aos fracos e não-iniciados. É sério! Aquelas pessoas que não estão acostumadas com cinema extremo, fracas de estômago ou coração, não devem comparecer à sessão de jeito nenhum! Entretanto, se você assiste Canibal Holocausto no domingo à noite pra encerrar bem o dia, assiste Visitor Q ou Ichi The Killer dando risada, ou ainda faz questão de apresentar a obra de Sady Baby aos amigos achando que eles vão amar, o CineSESC nesta quarta é o lugar aonde você deve estar!

De resto, tudo continua normal: o CineSESC continua na Rua Augusta, 2075; a sessão começa às 21h30 e os ingressos gratuitos são distribuídos na bilheteria a partir das 21h.

Apareçam... se tiverem coragem.

PS.: Para não começarem a me infernizar perguntando qual é o filme, vou dar duas dicas: 1- Esse filme já foi prometido há muito tempo atrás, ainda na época das Sessões Duplas do Comodoro. 2- O diretor já teve um de seus filmes exibidos no Comodoro. E é isso! Não falo mais nada!



Escrito por Tauffenbach às 05h52
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A verdade está aqui mesmo!

 

Segurem as calças caros leitores! Mordo minha língua hoje e dou o braço a torcer a todos meus amigos que acreditam em teorias conspiratórias e que já serviram de motivo de riso para mim muitas vezes no passado. Sim! Eles estão entre nós! Arquivo X não era ficção! É tudo verdade! São revelações tão ou até mais bombásticas que aquelas contidas nos Arquivos Malavolta, já em vias de sua liberação ao público.

E antes que alguém se voluntarie a mandar uma ambulância ao meu bunker secreto para me internar de uma vez por todas, deixem-me explicar. Desde o ano passado o FBI (o mesmo dos filmes, só que na vida real) disponibilizou alguns de seus arquivos até então secretos ao público, via internet. Simples assim: é só entrar no site da agência mais risca-faca do planeta e acessar o conteúdo do famigerado "the vault". Tem coisas para todos os gostos, como arquivos sobre vilões notórios (Al Capone e Bin Laden são alguns exemplos) e coisas da Guerra Fria. Mas o melhor não são os documentos pertinentes a coisas deste mundo, mas sim a de outros mundos.

No que se refere a OVNIs, são inacreditáveis 16 dossiês, incluindo sessões especiais para Roswell, vacas mutiladas e o fantástico Blue Book Project, o Arquivo X da vida real. Sem contar que um dos dossiês confirma a fantástica captura de não um, mas três OVNIs no Novo México nos anos 50, além de três tripulantes de aparência humana e menos de um metro de altura!

Mas nem tudo é tão fantástico assim. É claro que existem informações omitidas no meio desses dossiês. Algumas, inclusive, podem ser vistas apagadas nos próprios documentos. Então não se empolguem muito, principalmente aqueles que esperam encontrar detalhes assombrosos de autópsias extraterrestres ou minúcias sobre a tecnologia encontrada nas naves. Isso simplesmente não consta nos documentos. Se alguém está esperando uma afirmação do tipo "extraterrestres existem sim", pode tirar o cavalinho da chuva. Mas isso não torna a leitura dos documentos menos divertida. Pode ser um pouco decepcionante para os entusiastas da vida alienígena, mas para fãs de ficção científica em geral é um material de primeira, com uma vantagem: não é ficção.

Divirtam-se agora e impressionem seus amigos montando sua própria biblioteca particular de documentos secretos! Baixem já os dossiês nos links abaixo:

Veja aqui revelações surpreendentes sobre OVNIs sobre nossas cabeças!

Confira aqui o veredito oficial a respeito do episódio em Roswell!

Aprenda aqui o que era o ultrassecreto Projeto Blue Book!

Descubra aqui porque animais são misteriosamente mutilados!

Baixe aqui o dossiê exclusivo sobre sinistras experiências mentais!

Desvende aqui todos os fenômenos inexplicáveis estudados pelo FBI!

 



Escrito por Tauffenbach às 15h24
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Xangadix no Comodoro!

Xanga quem? Xangadix é uma espécie de demônio, fonte de todo o mal para uma tribo indígena do Suriname e um dos títulos alternativos de Os Johnsons, filme de Rudolf Van Den Berg que será exibido nesta quarta-feira de cinzas, dia 9 de fevereiro, na Sessão do Comodoro Especial de Carnaval!

Um dos filmes de terror mais doidos e curiosos de todos os tempos, Os Johnsons conta a história de uma profecia que fará retornar o demônio em questão para destruir a humanidade. Em meio a tudo isso temos também a história de um professor de etnologia que é chamado para investigar sete gêmeos homicidas nascidos há 21 anos e uma jornalista que parte em uma viagem com sua filha pré-adolescente para encontrar um pássaro raro. Apesar de nada parecer fazer sentido, tudo não passa de um plano obscuro e maquiavélico de forças malignas que conspiram para concretizar a volta de Xangadix à Terra.

O talentoso diretor Rudolf Van Den Berg já foi apresentado este ano na Sessão do Comodoro com um de seus melhores filmes: Nas Entradas da Noite. Quem viu sabe que esta sessão será igualmente imperdível. E quem não viu sabe que não deve perder de jeito nenhum! E vale lembrar que o filme será apresentado em sua versão original com o audio em flamengo (vulgo holandês) e legendas inéditas em português,

Como sempre, a Sessão do Comodoro acontece no CineSESC, às 21h30 e a entrada é gratuita. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria com meia hora de antecedência.

Espero todos lá!

 



Escrito por Tauffenbach às 19h21
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   Top Tops

Grandes vilões da história do cinema

(Robocop, 1987)

Esta é uma pessoa que dá novo sentido à palavra "ordinário". Mesmo as mulheres de vida fácil se ofenderiam se ele fosse chamado de filho de alguma delas. Assassino sangue frio e misógino, para ele não basta simplesmente matar. Tem que ser com estilo, o que pode significar arremessar alguém de um veículo em movimento, arrancar o braço de alguém na bala ou explodir um infeliz com uma granada violenta.

Como termina: Depois de jogar toneladas de metal em cima do pobre Murphy e cravar-lhe uma viga em seu coração de lata, ele resolve chegar bem pertinho para recitar uma fala cruel no ouvido de sua vítima. O problema é que Robocop poderia estar preso, mas seu braço estava livre. Foi o bastante para o tira de lata fazer um buraco do tamanho de uma moeda na jugular de Clarence Boddicker, que sangra como um porco até morrer.

O que deveria ter feito: depois de despejar toneladas de aço em cima do robô e verificar que ainda assim ele não tinha passado desta para a melhor, Clarence deveria ter ficado à distância tentando matar o policial, fazendo uso de granadas, rifles de assalto ou até dispositivos nucleares se fosse o caso. Nunca, jamais, chegar tão perto como ele fez.



Escrito por Tauffenbach às 21h00
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4ª semana de sucesso!

Mais achados inacreditáveis direto dos Arquivos Malavolta.

"Censura 18 anos", como não podia deixar de ser. Aliás, quanto mais alta fosse a censura, mais aguçada ficava a vontade de ver o filme.

Segundo o patrono dos arquivos, o Sr. Hugo Malavolta, este é o único filme com título bilingue da história.

Que inveja daqueles que puderam ver isso no cinema...

Notem: "15ª semana". 15ª SEMANA! Ou seja, três meses e meio em cartaz! Alguém pode me dizer se isso aconteceria hoje em dia? Com qualquer filme?

Sou da teoria de que a impressão ruim deste anúncio é um elemento motivador para se assistir ao filme.

O filme nem é grande coisa, mas pelo anúncio eu já estaria na fila do cinema.

Canibal Holocausto e a anti-propaganda: bons tempos esses em que o anúncio dizia para as pessoas não irem ver o filme. E mesmo assim elas iam!

E até este filme obscuro estrelado por Leslie Nielsen teve espaço nos cinemas brasileiros de outrora.



Escrito por Tauffenbach às 00h44
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O terror vem do Islã

É muito provável que ao falarmos de um filme de horror islâmico, nenhum nome venha de imediato à cabeça. E isso justifica-se perfeitamente pelo fato de que há apenas um filme que possa ser considerado assim: trata-se de Nascidos do Fogo (Born of Fire, 1983), dirigido pelo talentoso diretor paquistanês Jamil Dehlavi. E nesta quarta os paulistanos terão a oportunidade de conferir esta obra imperdível e memorável na Sessão do Comodoro, comandada pelo cineasta Carlos Reichenbach.

O filme conta a história do músico Paul Bergson e uma misteriosa astrônoma que, juntos, resolvem ir para a Turquia para investigar estranhos acontecimentos. Paul quer descobrir a verdade por trás da morte de seu pai, que tinha ido até o país islâmico para conhecer o misterioso Mestre Músico. Já sua amiga está convencida que há uma conexão entre a erupção de um vulcão na região da Capadócia e bizarros fenômenos astronômicos. Juntos eles se deparam com estranhos personagens e a ameaça de destruição de toda a civilização por uma poderosa força sobrenatural.

Nas palavras de Carlos Reichenbach, “trata-se de um ‘filme iniciático’, fruto de pensatas profundas influenciadas pelo Alcorão e a Cabala”. Nas palavras do editor deste blog, é um filme que irá fazer os mais ousados a repensarem suas vidas. De qualquer maneira, é um filme imperdível!

A sessão acontece nesta quarta, dia 2 de fevereiro, às 21h30 no CineSESC (Rua Augusta, 2075). E para coroar, é inteiramente grátis! Sim! Você não desembolsa um centavo para assistir um dos filmes mais impressionantes sobre a visão islâmica do sobrenatural. Basta chegar lá e retirar sua senha na bilheteria do cinema a partir das 21h.

Para mais informações, acesse o blog Olhos Livres - Ano 2 de Carlos Reichenbach: http://olhoslivres2.zip.net/

O djinn estará nesta quarta no CineSESC, na Sessão do Comodoro. Não sabe o que é um djinn? Então apareça na sessão e descubra, oras!



Escrito por Tauffenbach às 00h23
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Breve...

 

WikiLeaks não foi nada!

Em breve, Cine Demência, em parceria com a Malavolta Archives Foudation e o apoio da Organização Revolucionário Buchinsky irá apresentar ao mundo os documentos mais bombásticos do cinema de gênero: os Arquivos Malavolta!

A verdade chocante sobre a cinefilia extrema brasileira finalmente será revelada!



Escrito por Tauffenbach às 17h25
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Vamos ao museu!

O nobre colega de blog, cinema e apreço televisivo, Bruno Martino, editor do Bonga Shimbun!, foi o responsável por tomar a atitude que faltava em nosso meio, criando um verdadeiro serviço de utilidade pública a todos os cinéfilos: o Museu do VHS.

A idéia do blog é muito simples: preservar o legado gráfico e imagético de uma das tecnologias que foram fundamentais na formação cinéfila de incontáveis seres humanos. Com o advento do DVD e a tirania da tecnologia de ponta massacrando as pobres e desajeitadas fitinhas, o VHS foi praticamente ignorado. As pessoas não só passaram a agir como se tal coisa nunca tivesse existido como o rejeitaram, atirando suas fitas ao fogo aos gritos, como em um ato de inquisição medieval, culpando-as até pela fome no mundo e outras mazelas que assolam a humanidade.

Oras! Não é nada disso! O VHS é inocente. E graças aos céus algumas pessoas de espírito iluminado perceberam isso e renderam às fitas uma confortável e merecida aposentadoria, ao invés de condená-las à danação eterna. Bruno com certeza é uma dessas pessoas; seu blog prova isso ao render uma homenagem a um suporte que durante tantos anos em nossas vidas nos fez rir, chorar, ter medo e, acima de tudo, nos fez ficar apaixonados pela grande arte do cinema.

Ainda que Bruno seja responsável pela criação do blog, ele deixa claro que sua manutenção é de nossa responsabilidade. Outro cinéfilo de respeito, Leandro Caraça, editor do blog Viver e Morrer no Cinema já deixou a sua colaboração para o Museu do VHS. Assim, Cine Demência, por meio dos arquivos da Malavolta Archives Foundation, também dá sua primeira contribuição ao museu virtual.

Aniversário Macabro foi o título bizzaro dado a Last House on the Left, primeiro longa de Wes Craven (primeiro longa conhecido, já que ele mesmo admite ter realizado pornôs sob pseudônimo). Distribuido no Brasil pela Argo Vídeo.

Um dos clássicos do nazisploitation, o famoso La Svastica Nel Ventre, dirigido por Mario Caiano que aqui aparece creditado como William Hawkins. Distribuido pela Poderosa Filmes como um "drama de guerra". Guerra tudo bem. Drama, só se for para o espectador.

Outro nazisploitation obrigatório, Ilsa foi lançado pela FJ Lucas.

Este é o famoso e infame La Principessa Nuda, de Cesare Canevari, que foi lançado em DVD na Grã-Bretanha pela Mondo Macabro e já está fora de catálogo. Aqui foi distribuido pela Olympus Vídeo.

Lançado pela Century Vídeo (que usa a mesma tipia da Globo em seu logotipo), A Revanche dos Mortos Vivos já ganhou um post exclusivo neste blog.

Dá pra acreditar que era possível entrar em uma locadora e sair com um filme de Al Adamson e William Rose na mesma fita?! A Zircon Films achou que a ideia era boa e lançou Satan's Sadists e La Casa Della Paura em um "programa duplo".

E dá pra acreditar que também era possível sair de uma locadora com um filme de Jess Franco? Este Santuário Mortal é, na verdade, Marquis de Sade: Justine, um lançamento exclusivo da Transvídeo!

Outro lançamento da Poderosa, Zumbi 3 é o título medíocre dado ao excelente Non Si Deve Profanare il Sonno dei Morti (também conhecido como The Living Dead at Manchester Morgue e Let Sleeping Corpses Lie), dirigido por Jorge Grau.

E a Tocantins Cine Vídeo lançou Messiah of Evil com o título de Zumbís do Mal, assim, com acento mesmo.

Para ver as capas em tamanho decente, não deixe de visitar o Museu do VHS. E se ainda sobrou alguma fita, capa, ou qualquer coisa em sua casa, não deixe de ressucitá-la e colaborar com o site. Todos os cinéfilos agradecem!



Escrito por Tauffenbach às 23h44
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Feliz 2011!

É o mínimo que Cine Demência pode desejar a seus leitores: um ótimo ano cheio de tudo aquilo que vocês mais desejam e, claro, muitos filmes. E em uma tentativa de dar aos leitores um humilde presente que faça propaganda do blog, mas que seja útil ao mesmo tempo, Cine Demência oferece a todos um exclusivo calendário de 2011!

A capa já é muito bacana...

...mas por dentro é mais bacana ainda!

Na verdade, a idéia do calendário não é deste editor, mas de seu mestre cinematográfico, Hugo Malavolta. Há dois anos atrás ele veio a este editor com a idéia de se fazer um calendário com um filme ilustrando cada mês. No final, fomos nos divertindo tanto com a ideia que a execução do artigo acabou ficando no limbo. De lá para cá acabei notando algo que me deixou muito triste: a extinção das folhinhas. Oras, até alguns anos atrás dezembro era o mês de acumular calendários vindos de todas as partes do seu microcosmos social para decidir qual seria digno de tomar o lugar de regulador universal do tempo em sua residência. Da padaria ao tintureiro, passando pelo açougue, a granja e a mercearia local, todos produziam a sua versão do calendário para presentear os clientes. Mas hoje em dia não é mais assim. Apenas um ou outro comerciante se digna a produzir este artigo raro para seus consumidores mais fiéis. Foi assim que, tomando a proposta do venerável Hugo Malavolta e a ameaça de extinção das folhinhas, acabei arregaçando as mangas para confeccionar o belo calendário que vocês agora podem ter em mãos. É só baixar o arquivo, seguir as instruções e divertir-se com a folhinha mais descolada de 2011!

Instruções

1- Baixe o arquivo clicando AQUI para baixar o modelo em jpg ou AQUI para baixar o pdf. Descompacte-o e imprima as imagens. Se você tem amor ao seus caros cartuchos de tinta de sua impressora, Cine Demência recomenda fortemente que não imprima o calendário em casa, mas em uma gráfica expressa ou na casa daquela pessoa que você odeia.

2- Depois de impresso, recorte as bordas que eventualmente sobrarem. Em seguida agrupe as folhas da forma que achar mais conveniente. Existem duas maneiras muito simples de se fazer isso. A primeira é fazendo uma encadernação na copiadora mais próxima de sua casa usando espiral, como mostra a modelo acima. Outra forma de agrupar as folhas é fazendo um único furo no meio da parte superior das folhar, de forma que possam ser penduradas na parede. Cada uma das imagens do calendário possui exatos 20 centímetros de comprimento então é só pegar uma régua, fazer uma marquinha aos 10 centímetros e meter-lhe o furador. Mas você também pode simplesmente grampear as folhas, ou deixá-las soltas, ou picotá-las. Ei! O calendário é seu! Faça o que quiser com ele.

3- Pronto! Agora é só curtir seu Calendário Cine Demência 2011 e fazer inveja aos amigos colocando-o em seu lugar favorito da casa ou do escritório. Aqueles leitores mais ousados com avançados conhecimentos de manipulação de imagens também podem aproveitar para alterar, com poucos cliques, a apresentação do calendário e criar outro totalmente personalizado. Mais uma vez, sinta-se livre para fazer o que quiser com este presente do Cine Demência. E aproveite para presentear seus amigos mais queridos com esta maravilhosa peça da medição temporal. Tenho certeza que eles vão adorar!

E mais uma vez, um 2011 repleto de realizações a todos!



Escrito por Tauffenbach às 19h26
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Infeliz Natal!

Natal é tempo de paz, amor, reunir a família e presentes. Mas também pode ser um tanto deprimente para algumas pessoas. Embora o problema exista, muita gente prefere negá-lo para não macular o espírito natalino e manter a Noite Feliz. Oras! Freud já dizia que a negação só piora as coisas. Então Cine Demência resolveu escancarar as coisas aos amigos leitores com um presente que fará todo mundo mergulhar em um oceano de amargura.

Se você tem entre 30 e 40 anos provavelmente assistiu à animação japonesa As Aventuras de Pinóquio que fora exibida no início dos anos no final dos anos 70 e início dos 80 pela TV Tupi e Record, respectivamente. O desenho contava a velha história do boneco de madeira que queria ser gente, mas com uma carga dramática extremamente apelativa, típica das animações nipônicas, que criou toda uma geração de crianças melancólicas. O pobre Gepeto, imortalizado pelos berros desesperados de Pinóquio chamando-o de vovozinho, era exibido como um ancião cheio de boas intenções, mas com algo de frágil-à-beira-da-morte e senil. Já Pinóquio não só era alvo de zombaria das outras crianças, que simplesmente o detestavam, como parecia ser o objeto de desejo do Azar e da Desgraça. Não eram raros os episódios onde ele terminava totalmente destruído, física e moralmente.  Estranho que não tenha havido uma intervenção da Unicef na época para acabar com o desenho.

Mas mesmo com a dignidade do personagem abaixo do nível mínimo aceitável por qualquer pessoa que tenha um coração, o desenho foi um sucesso no Japão e fora dele. Crianças colavam os olhos na tela e passavam por uma provação voluntária para receber uma dose cavalar de angústia por 25 minutos. E se você, caro leitor, assistiu As Aventuras de Pinóquio quando era criança, então eu tenho certeza que aquele buraco cavado em seu coração pelo desenho maldito ainda está aí, pedindo por mais um pouco. E é aí que Cine Demência atende suas preces e oferece o último capítulo  de As Aventuras de Pinóquio, intitulado Feliz Natal, Pinóquio, completo e sem cortes. Infelizmente o áudio está em italiano e não há legendas, mas tenho certeza que isso não impedirá suas lágrimas de brotarem de seus olhos. Então corra para pegar seu lenço e divirta-se (ou não) com o presente de Cine Demência a todos os cinéfilos que acompanham este blog.

Ah, sim... e um Feliz Natal a todos!

 



Escrito por Tauffenbach às 13h06
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