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William Friedkin no Dia da Fúria

O próprio Friedkin ficou abismado com a qualidade do material sobre ele: "Nunca vi tanta competência na análise da minha obra! Esse pessoal do Dia da Fúria está de parabéns", declarou em uma entrevista (ou assim gostaríamos).

O blog coletivo O Dia da Fúria, também conhecida como a Cahiers du Cinéma tupiniquim, sempre pegando no estômago dos cinéfilos mais ousados, apresenta um especial totalmente dedicado a William Friedkin, um dos cineastas mais viscerais de Hollywood. Com 35 filmes no currículo, Friedkin é conhecido por clássicos como Operação França e O Exorcista, e já teve alguns de seus highlights analizados por alguns dos membros do Dia da Fúria em um especial do blog HQ Subversiva, do compa Caio de Freitas Paes. Para quem perdeu, clique AQUI e confira.

O último filme de Friedkin, Killer Joe, chegou a ficar em cartaz nos cinemas brasileiros por pouco tempo, e ainda que muitos de seus títulos tenham sido comercialmente lançados no Brasil, algumas de suas obras não se encontram disponíveis em DVD por aqui.

O especial do Dia da Fúria já está no ar. Acesse http://diadafuria.wordpress.com/ para conferir. E não deixe de acompanhar também no Facebook em https://www.facebook.com/Diadafuria.

A seguir, o Cine Demência aponta suas cinco obras preferidas do diretor:

Operação França (1971)

Gene Hackman interpreta o policial Popeye Doyle, um agente determinado a desmontar uma rede internacional de tráfico de drogas. Violento (uma característica de todos os filmes de Friedkin, aliás) e aflitivo, um dos melhores policiais da época. O filme levou o Oscar de Melhor Filme em 1972.


O Exorcista (1973)

O filme de terror definitivo. Obrigatório para quem gosta do gênero e de cinema.

 

O Comboio do Medo (1977)

Espetacular refilmagem de O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot, com [James Woods] Roy Scheider* no papel principal. Nas acertadas palavras do amigo Marcelo Miranda, "o Apocalypse Now! de Friedkin".

* (Como logo me alertou Ronald Perrone: " Eu queria ver essa versão com o James Woods, pô!!! hahaha!". Pois é... carma da minha vida: confundir eternamente Roy Scheider com James Woods e vice-versa.)

 

Parceiros da Noite (1980)

Al Pacino é um policial que tem que se infiltrar no submundo dos homossexuais para apanhar um serial-killer. A experiência cinematográfica mais perturbadora da carreira de Friedkin. E por isso mesmo talvez este seja seu melhor filme.

 

Possuídos (2006)

O péssimo título brasileiro esconde a obra-prima definitiva da paranoia global pós 11 de setembro.



Escrito por Tauffenbach às 07h55
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Cemitério Perdido dos Filmes B

Se você, como eu, trabalha com aquilo que ama, provavelmente sofre de um certo complexo de perfeição. Ou simplesmente é exigente em relação às coisas que acaba por colocar o próprio nome. Por isso mesmo, atire a primeira pedra quem nunca entrou em um projeto que parecia extremamente promissor, mas cujo resultado final ficou tão abaixo das expectativas que acabou virando um segredo guardado a sete chaves, daqueles que não se conta nem para a própria mãe.

Há aproximadamente um ano recebi o convite do amigo César Almeida, autor do livro Cemitério Perdido dos Filmes B, para integrar o time de escritores que seria responsável pela continuação do livro, intitulada Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation. Conhecendo o ótimo trabalho de César como editor, cinéfilo e promotor das artes fantásticas, imediatamente aceitei. Pouco tempo depois recebi a lista final com os nomes dos outros autores do livro. Além de grandes amigos, todos excelentes pesquisadores do cinema de gênero. Estabelecidos os nomes, veio o processo mais delicado: o de seleção e distribuição dos filmes que seriam analizados para essa publicação. Depois era só ver (ou rever, ou ver e rever) os filmes e criar os textos.

Finalizada a etapa principal, chega aquele terrível momento de se entregar tudo para Deus (também chamado de editor, neste caso) e aguardar. É como fazer um bolo. Depois que entrou no forno, só o fogo pode trabalhar ali, e você só pode olhar.

No dia 18 de maio de 2013, durante o Fantaspoa - Festival de Cinema Fantástico de Porto Alegre aconteceu o lançamento do livro, que foi editado pela Editora Estronho, de Belo Horizonte. Infelizmente este escriba não pode estar presente ao lançamento, mas os comentários a respeito do produto final eram muito animadores. Por outro lado, muitas das informações chegavam por amigos. E sabemos que muitas vezes os amigos se animam por nosso envolvimento e esforço, relevando as falhas que eventualmente possam se apresentar. Por via das dúvidas, resolvi aguardar meus exemplares chegarem para me manifestar.

No começo deste post mencionei aqueles casos, quando projetos inicialmente promissores se revelam vergonhosos. Bem, posso dizer, com muito orgulho, que Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation está bem longe disso. Anos-luz. Para falar a verdade, poucas vezes coloquei meu nome em um projeto que me deu tanta satisfação ao me deparar com o produto final. O livro é simplesmente ótimo.

Mas para que o leitor não comece a pensar que fui acometido de um ataque de ego, a partir de agora vamos simplesmente ignorar minha presença nesse projeto.

O livro traz textos escritos por gente do calibre de César Almeida, Ana Júlia Galvan, Carlos Thomaz Albornoz, Cristian Verardi, Ismael Schonhorst, Laura Cánepa, Leandro Caraça, Marco Antonio Freitas, Osvaldo Neto, Otávio Pereira e Ronald Perrone (se não está reconhecendo nenhum desses nomes, vá pesquisar imediatamente). Os autores se alternam analizando 135 filmes, divididos por capítulos separados por gêneros, que vão dos tradicionais exploitation (blaxploitation, nunsploitation, nazisploitation etc) até obscuridades da América Latina e Austrália, passando por diversos gêneros italianos e orientais. São textos que revelam filmes raros, verdadeiras pérolas perdidas, obscuridades e obras ultrajantes, muitas delas desconhecidas do grande público (e muitas vezes até do público especializado). E para completar o livro inteiro é ricamente ilustrado.

Acaba se mostrando uma obra de referência, talvez a única do gênero disponível em língua portuguesa (e, realmente, uma rápida pesquisa pesquisa pela internet só aponta para este livro e seu antecessor), com textos que agradam tanto aos leitores que querem se iniciar neste excitante lado do cinema, como aqueles que querem se aprofundar. Em resumo: uma obra para toda a família. Claro, nem tudo é perfeito: o livro é totalmente contra-indicado a cinéfilos retrógrados ou satisfeitos em suas opiniões, bem como alérgicos a obras extremas ou transgressoras.

E por último, temos que destacar o belíssimo projeto gráfico de autoria de Marcelo Amado, totalmente de acordo com o espírito das obras analizadas no livro. Cada página é um deleite para os olhos (a começar pela capa) e faz do livro, além de uma obra de utilidade pública, um objeto de coleção. Daqueles que fica realemente bonito na estante. Ou, melhor ainda, perto do melhor lugar da sala de estar.

O livro está disponível na versão física e e-book. O E-book pode ser comprado pela Amazon (clique AQUI para ir ao site). Já a versão física pode ser comprada pela Livraria Cultura (AQUI) ou no site da própria Editora Estronho, com desconto e frete grátis (clique AQUI para ir ao site da editora).

E eu cheguei a mencionar que o livro ainda tem textos deste que vos escreve?

 

Vai achando que é pouca coisa! Durante o Fantaspoa, autores do livro "Cemitério Perdido dos Filmes B: Exploitation" reunem-se com dois ícones sagrados do cinema fantástico: Ruggero Deodato, diretor do clássico "Canibal Holocausto" e Luigi Cozzi, diretor de "Starcrash" e "Alien - O Monstro Assassino". Da esquerda para a direita: o editor deste blog, Carlos Thomaz Albornoz, Ruggero Deodato, Cristian Verardi, Marco Antonio Freitas, César Almeida e Luigi Cozzi.

ATUALIZAÇÃO: Acabei de receber o link para uma reportagem sobre o livro que saiu no jornal O Liberal de Americana, com entrevista com nosso organizador, César Almeida. Confiram: http://www.oliberalnet.com.br/noticia/3ACCA522373-livro_o_lado_b_do_cinema



Escrito por Tauffenbach às 07h07
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